top of page

Quando marcas aprendem a falar como gente.

  • Foto do escritor: Studio Abará
    Studio Abará
  • há 15 horas
  • 3 min de leitura

Existe um erro silencioso que muitas marcas cometem: acreditam que precisam parecer complexas para serem respeitadas. Quanto mais técnico o discurso, mais distante ele se torna. Quanto mais distante, menos vínculo se cria.


Mas marcas fortes não são as que falam difícil. São as que conseguem ser profundas sem serem inacessíveis. Em um mundo saturado de informação, clareza é poder. E conexão nasce quando a comunicação deixa de impressionar e passa a incluir.


Poucas marcas no Brasil compreenderam isso tão bem quanto o Nubank.



O problema invisível: quando a linguagem afasta mais do que aproxima.

Durante décadas, o mercado financeiro construiu sua autoridade a partir da complexidade. Contratos longos, termos técnicos e atendimentos engessados tornaram-se parte da identidade do setor. Criou-se uma lógica perversa: se o cliente não entende, é porque o sistema é “sofisticado demais”. Mas, na prática, isso produziu o oposto da confiança. Produziu medo, dependência e distanciamento.


O Nubank nasce da leitura desse ruído. A marca percebeu que o problema não era apenas tecnológico. Era simbólico. Os bancos não falavam com pessoas — falavam com sistemas. Ao simplificar a linguagem, o Nubank não estava apenas inovando na comunicação. Estava redesenhando a relação entre marca e público.


Simplicidade não é superficialidade — é inteligência estratégica:

Existe uma confusão comum no mercado: associar simplicidade à falta de profundidade. O Nubank prova exatamente o contrário. Traduzir o universo financeiro para uma linguagem acessível exige mais domínio, não menos. É preciso compreender profundamente para conseguir explicar de forma clara.


O Nubank escolheu falar como gente. Usou frases diretas, exemplos práticos, metáforas simples e um tom próximo. Não infantilizou o conteúdo — humanizou a conversa. Essa escolha construiu um território simbólico poderoso: o banco que está do seu lado, não acima de você.


A construção de uma marca que educa enquanto se relaciona:

Outro ponto fundamental do branding do Nubank é que a marca não apenas presta serviço — ela educa. Seus conteúdos explicam taxas, juros, funcionamento do crédito, organização financeira. Ao fazer isso, o Nubank não só resolve problemas práticos, como também empodera o cliente.


Isso muda completamente a lógica da relação. A marca deixa de ser uma instituição opaca e passa a ser uma facilitadora de autonomia. No branding, isso é ouro: quando a marca ajuda a pessoa a crescer, o vínculo deixa de ser apenas comercial e se torna relacional.


Coerência entre discurso, produto e experiência:

Nada disso funcionaria se fosse apenas discurso. O diferencial do Nubank é a coerência entre o que fala e o que entrega. A linguagem simples aparece no aplicativo, no atendimento, nos e-mails, nas redes sociais e no próprio produto. A experiência é desenhada para confirmar, na prática, a promessa da marca.


Isso mostra um princípio essencial de branding: comunicação não é o que a marca diz — é o que as pessoas vivem. Quando discurso e experiência caminham juntos, a marca se torna confiável.


O que esse case ensina para qualquer marca.

O Nubank ensina algo que vai muito além do setor financeiro: marcas fortes não são as que se colocam em pedestais, mas as que constroem pontes. Descomplicar não é perder valor. É ampliar alcance. Humanizar não é enfraquecer. É fortalecer vínculo. Ser claro não é ser raso. É ser relevante.


Em um mercado cada vez mais saturado de discursos prontos, vence quem consegue ser compreendido, lembrado e sentido.


Branding é relação, não performance!

No Studio Abará, acreditamos que marcas não existem para impressionar — existem para se relacionar. O case do Nubank mostra que branding não se constrói apenas com estética, mas com postura. Com escolhas simbólicas. Com a forma como a marca se posiciona no cotidiano das pessoas.


Quando uma marca aprende a falar como gente, ela deixa de ser apenas empresa e passa a ocupar espaço na vida real. E esse é um dos ativos mais valiosos que uma marca pode construir: presença com sentido.

Comentários


Prancheta 5.png

EXPRESSÃO CONSCIENTE PARA MARCAS HUMANAS.


Pronto para nutrir sua história com propósito e verdade? Fale conosco.

Política de Privacidade

© 2025 por Studio Abará | Todos os direitos reservados.

Política de Cookies

Soluções que acompanham o ciclo da sua marca.

Criamos a Metodologia Raiz para guiar cada marca em um processo cíclico, que vai da essência à perenidade. Em cada camada, oferecemos soluções que podem ser escolhidas conforme a necessidade da sua marca, garantindo cuidado, estratégia e presença em cada etapa.

Entenda onde sua marca está — e o que ela precisa agora.

bottom of page